Notícias ImportantesGávea e TPG passam a ser sócios da
Rumo Logística (O Estado de S. Paulo 03/09)
Os fundos Gávea Investimentos e TPG Capital são desde ontem sócios da Rumo Logística,
empresa da Cosan. Cada um entrará com R$ 200 milhões no processo de capitalização e
passará a deter 12,5% de participação. Os outros 75% serão da Cosan. Com os recursos
extras, a Rumo vai acelerar os investimentos na expansão da atual estrutura. Além dos R$
400 milhões dos dois fundos, a empresa tem um empréstimo de R$ 986,5 milhões com o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A nova composição acionária dá sinais de que a Rumo deve seguir para uma abertura de
capital no futuro. Além disso, ao atrair sócios do mercado financeiro, a empresa
confirma que ter como vocação atender não apenas à Cosan no transporte de açúcar
pelo interior paulista até o Porto de Santos, mas também garantir receita entre os
concorrentes.
Com R$ 1,3865 bilhão à disposição - R$ 1,2 bilhão só para o programa de
investimentos -, a empresa chegará a 2013 com o dobro da capacidade de transporte de
carga, de 10 milhões de toneladas para 20 milhões. Só em 2010 a empresa passará a
operar 729 novos vagões, feitos sob medida para a Rumo, além de 50 locomotivas,
entregues até maio de 2011. A nova tecnologia dos vagões resultará em economia de tempo
na hora de descarregar o açúcar no porto. Num vagão normal, é comum que a carga se
concentre, o que dificulta o seu escoamento.
Entre os investimentos programados estão R$ 435 milhões para a compra de locomotivas e
vagões e R$ 200 milhões na construção de uma retro-área na região de Itirapina (SP).
O local vai concentrar a carga de açúcar em depósitos, de onde se poderá controlar o
melhor momento para liberar os carregamentos para o porto, segundo o movimento em Santos,
diz Marcos Lutz, presidente da Cosan. Outros R$ 535 milhões serão usados na linha
férrea da ALL, dona da concessão ferroviária usada pela Rumo.
Termos do BNDES ao trem-bala devem sair nos próximos dias, diz ANTT (O Estado de S. Paulo
02/09)
Os termos do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) ao projeto do trem de alta velocidade (TAV), que ligará Rio a São Paulo, devem
sair nos próximos dias, segundo o superintendente executivo da Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT), Hélio Mauro França.
Em reunião pública realizada nesta quinta-feira, 2, na BM&FBovespa para esclarecer o
edital do trem-bala, ele afirmou que esta é uma questão interna do governo federal.
"O BNDES é apenas um agente, mas o governo definirá a política", disse.
Segundo o advogado Adelmo da Silva Emerenciano, do escritório Emerenciano, Baggio e
Associados, que trabalha para um dos consórcios, este é um dos pontos em aberto que mais
gera expectativa entre os interessados. "Falta saber as condições de taxas,
garantias e prazos", afirmou. De acordo com o que já foi divulgado no edital, o
BNDES poderá financiar até 60,3% do projeto, ou R$ 19,977 bilhões.
De acordo com uma fonte de uma instituição financeira que não quis ser identificada, os
bancos também estão atentos às condições do financiamento público porque isso
influenciará a participação dos bancos privados no projeto.
O advogado afirmou ainda que outra preocupação diz respeito aos custos do
empreendimento, que podem ficar acima do teto estipulado no edital. Segundo ele, dúvidas
sobre demanda de passageiros, custos de desapropriação e o custo da obra podem
interferir na taxa de retorno do projeto.
Questionado sobre a questão dos custos, o superintendente da ANTT disse que este tipo de
comentário é esperado. "Já viu alguém dizer que algo está barato?",
questionou. O executivo afirmou que o preço teto foi estipulado após estudos levando em
conta os custos das obras e parâmetros internacionais.
Em junho, o Tribunal de Contas da União (TCU) reduziu a previsão de custo do trem-bala
de R$ 34,6 bilhões para R$ 33,12 bilhões. Segundo França, isso ocorreu porque o projeto
terá um regime especial de impostos, com isenção de PIS e Cofins durante a
implantação, o que não havia sido considerado inicialmente.
De acordo com França, grande parte das dúvidas dos consórcios diz respeito aos índices
mínimos de nacionalização e nos seus cronogramas de aplicação, mas a ANTT está
estudando o assunto e deve divulgar novos esclarecimentos em breve.
Ele destacou que a ANTT vai revisar os custos de desapropriação do traçado referencial,
elaborado em 2008. "Uma área que antes era um campo de futebol hoje pode ser uma
igreja", explicou. Caso o traçado proposto pelo consórcio vencedor tenha um custo
de desapropriação mais baixo que o traçado referencial, estas despesas serão arcadas
pelo governo, segundo ele.
Guia Log bate recorde de visitas em agosto (Vitrine 01/09)
O portal Guia Log bateu o seu recorde de visitas
em agosto. Foram 214.697 visitantes únicos!
O recorde anterior era do mês passado, julho, com 188.620 visitantes únicos.
Visitante único conta 1 visita por dia por IP ou micro principal da rede.
"A tendência é de bater recordes seguidos", diz Marcos Valle Verlangieri,
diretor da Vitrine Serviços de Informações, empresa que criou e mantém o portal.
Outros números do mês de agosto: foram vistas 363.149 páginas
e tiveram 2.086.591 Hits. A estatística completa dos últimos 12 meses
esta disponibilizada no site em "Como Anunciar".
"No mês de setembro deverá ultrapassar a marca de 220.000 visitantes
únicos e assim bater novo recorde", prevê Verlangieri.
"Anunciar no Guia Log é muito vantajoso para as empresas, se considerar o custo x
benefício. Fora que o alcance e audiência é maior que qualquer outra mídia do
setor", complementou Verlangieri.
Caminhões não poderão circular na Marginal
Pinheiros a partir de setembro (O Estado de S. Paulo 25/08)
Caminhões estarão proibidos de circular na Marginal do Pinheiros, sob pena de multa, a
partir do dia 2 de setembro. A ação faz parte das medidas de regulamentação do
trânsito de veículos pesados na Cidade de São Paulo.
A medida vale também para a Avenida dos Bandeirantes, Avenida Afonso D'Escragnole Taunay
e avenida Jornalista Roberto Marinho.
As restrições serão impostas de segunda a sexta-feira, das 5h às 21h, e aos sábados,
das 10h às 14h, exceto nos feriados. os Veículos Urbanos de Carga (VUC) que se
cadastrarem no Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) pelo site da
prefeitura estarão livres da medida.
A multa é de R$ 85, infração média de 4 pontos na carteira de habilitação. A
fiscalização será realizada pelos agentes de trânsito da CET, além de oito radares
fixos dotados de Leitura Automática de Placas (LAP), instalados ao longo das vias.
A estimativa da CET é que, com a nova medida, pelo menos 80% dos caminhões deixem de
transitar por estas vias. Os respectivos veículos não estão inclusos nas restrições
(mediante cadastramento no DSV): caminhões que prestam serviços de urgência; socorro
mecânico de emergência; cobertura jornalística; obras e serviços de emergência;
correios; acesso a estacionamento próprio; serviço emergencial de sinalização de
trânsito.
Governo vai intervir em Paranaguá, Rio Grande e 5 portos na Amazônia (O Estado de S.
Paulo 24/08)
O governo federal decidiu intervir na administração de alguns portos estaduais que
descumpriram regras previstas em contrato ou cuja operação tem afetado a competitividade
do País. A intervenção obedece graus diferenciados, como a retomada total da concessão
de cinco portos do Estado do Amazonas ou a maior participação da União na gestão de
Paranaguá e Rio Grande, na Região Sul.
A primeira medida para aumentar o controle sobre os portos nacionais surgiu no dia 3 de
agosto com a Portaria nº 200, do Ministério dos Transportes. O documento autoriza a
constituição de uma comissão para definir parâmetros técnicos e metodologia para a
União retomar os portos de Manaus, Tabatinga, Coari, Itacoatiara e Parintins, no Norte do
País.
O principal é o Porto de Manaus, responsável pela metade da carga (boa parte para
atender a Zona Franca) que entra na capital por meio de navios. O segundo é Itacoatiara,
que tem ganhado destaque no agronegócio como nova alternativa para escoar a produção de
grãos do norte do Mato Grosso. Mas, como a capacidade do porto é pequena, quem tem feito
o transporte são os terminais privados de grupos como o Amaggi. Os outros portos são
regionais e atendem mais a população local.
No caso dos portos do Sul, o ministro da Secretaria Especial
de Portos (SEP), Pedro Brito, explica que o governo terá maior participação na gestão
de Paranaguá e de Rio Grande, por meio de um forte programa de investimentos para ambos
os terminais. Na verdade, a medida faz parte de um plano diretor que vem sendo desenhado
para o setor portuário brasileiro e que define os portos estratégicos para a economia.
Entre eles estão Santos (SP), Paranaguá (PR), Rio Grande (RGS), Rio de Janeiro (RJ),
Itaguaí (RJ), Vitória (ES) e Itaqui (MA). Em todos, quem vai definir os investimentos
para melhorar a operação portuária será a SEP.
Brito explica que a administração estadual continuará, mas
terá participação do governo federal. "Vamos tratar como se fosse uma
administração feita pela União", disse o ministro. Questionado se isso significava
uma federalização, ele afirmou que não: "Os portos já são federais".
O Porto de Rio Grande, que tem atraído investimentos bilionários, vem sendo foco de
discórdia há algum tempo, afirma o superintendente de Portos da Agência Nacional de
Transportes Aquaviários (Antaq), Giovanni Paiva.
Segundo ele, a administração do porto estava muito complicada, com interferências
políticas e sem independência para gerir seus recursos. A situação chegou ao ponto de
a agência ter de firmar um termo de ajustamento com a gestora estadual, que vem sendo
acompanhado. "A atuação da SEP é sinal de alerta para o que pode ocorrer no futuro
se não houver melhora na administração do porto", destaca ele.
O Superintendente do Porto do Rio Grande, Jayme Ramis, reconhece que houve intransigência
de administrações passadas, mas que agora está tudo resolvido. "Durante duas horas
fui sabatinado na SEP. Acredito que o governo federal tem obrigação de investir na
infraestrutura portuária", destacou ele, afirmando desconhecer que a secretaria
terá maior participação na gestão.
No caso de Paranaguá, maior exportador de grãos do País e o
segundo maior porto do País, a administração também foi alvo de discórdia. No
passado, até a iniciativa privada pedia a intervenção do governo federal no porto, que
seguia as ordens do governador Roberto Requião para não embarcar soja transgênica. Hoje
90% da soja transportada em Paranaguá é transgênica.
A gota dágua, porém, foi a interdição do porto, no mês passado, feita pelo
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). O embargo foi determinado por
descumprimento de acordo para regularização ambiental da operação do terminal.
O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Mario
Lobo Filho, destacou que esse assunto foi motivo de reclamação por parte da SEP em
reunião feita na semana passada. Segundo ele, os administradores anteriores insistiram em
não cumprir as determinações do órgão ambiental e o porto sofreu as consequências
disso. Filho acredita que uma presença maior do governo federal na gestão dos portos
estaduais, por meio de investimentos, é bem-vinda. "Em troca o governo terá uma
logística melhor", afirma ele.
O presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli,
não concorda com a centralização da administração dos portos nas mãos do
governo federal. Ele, como outros especialistas, sempre defendeu que a gestão dos portos
fosse feita pela iniciativa privada.
Custo logístico do agronegócio sobe 147% no Brasil
(O Estado de S. Paulo 23/08)
A falta de alternativas para escoar a safra brasileira de
grãos, que neste ano deve atingir novo recorde, provocou a explosão dos custos
logísticos do agronegócio. Entre 2003 e 2009, os gastos de transporte saltaram, em
média, 147%, enquanto a inflação subiu 48%. Nos Estados Unidos e na Argentina,
principais concorrentes do País, o avanço foi de 16% e 35%, respectivamente, segundo
dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
O aumento nos custos é decorrente de uma série de fatores, como estradas sem condições
de tráfego e malhas insuficientes de ferrovias e hidrovias. Junta-se a isso o fato de o
agronegócio avançar fortemente para áreas mais afastadas do litoral e com
infraestrutura ainda mais precária que o resto do País. Hoje, a Região Centro-Oeste é
responsável por 35% da produção nacional de grãos. Mas a maioria da safra é exportada
pelos portos do Sul e do Sudeste, quando a lógica seria escoar pelos terminais da Região
Norte.
Um exemplo é o Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil,
que exporta 80% da produção pelos portos de Vitória, Santos, Paranaguá e São
Francisco do Sul. De Sorriso, principal polo produtor de soja do Estado, até Santos, no
litoral paulista, são 2.100 quilômetros (km) de distância; até Paranaguá, 2.200 km; e
até Vitória, 2.500 km.
Como a capacidade da ferrovia e hidrovia é limitada na
região, cerca de 70% da safra é movimentada por caminhões a um custo de R$ 230 a
tonelada de soja. Os produtores de Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa
Catarina, que estão do lado dos portos, têm os menores custos: entre R$ 55 e R$ 70. Na
média do País, o produtor paga R$ 135,6 por tonelada, segundo a Anec. Nos Estados
Unidos, são R$ 31,18, e na Argentina, R$ 34,64.
Acordo suspende paralisação em terminais da ALL em MT (O Estado de S. Paulo 17/08)
Os caminhoneiros suspenderam hoje pela manhã a paralisação do desembarque de cargas nos
terminais da América Latina Logística (ALL) em Alto Araguaia e Alto Taquari, em Mato
Grosso, após acordo assinado pela empresa com representantes da Federação dos
Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado de Mato Grosso (Fettremat) e do
Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Mato Grosso.
O superintendente de terminais da ALL, Carlos Eduardo Monteiro
de Barros e Silva, diz que as operações já estão normalizadas. "O que significa
que não houve impacto na logística ferroviária de cargas com destino ao Porto de
Santos", enfatizou. Segundo ele, pelo terminal de Alto Araguaia passam diariamente
cerca de 600 caminhões e a capacidade de escoamento no local é de até 500 vagões. No
último mês de julho, houve recorde de movimentação, que atingiu 665 caminhões
descarregados em um único dia.
O diretor executivo da Associação dos Transportadores de
Carga de Mato Grosso (ATC), Miguel Mendes, que representa os empregadores, diz que o
acordo atende aos interesses das partes envolvidas. Segundo ele, as empresas também
estavam enfrentando prejuízos com as condições precárias do terminal da ALL, por causa
dos problemas de saúde dos motoristas, provocados pelo excesso de poeira no período
seco, e devido à quebra de caminhões durante as chuvas, além da demora no desembarque.
"Muitos motoristas estavam recusando cargas para desembarque no terminal da
ALL", diz ele.
No protocolo de intenções assinado hoje pela manhã, durante
reunião no terminal do Alto Araguaia (410 km ao sul de Cuiabá), a ALL assegurou que em
120 dias o pátio externo será pavimentado e haverá cobrança de apenas R$ 1,00 em caso
de banho quente. Mendes destaca como avanço o fato de a empresa ter concordado em
suspender a proibição do acesso aos motoristas que reclamam das condições do terminal,
feita com base no CPF e placa do caminhão.
Miguel Mendes explicou que o acordo não implica suspensão da
ação civil impetrada pela Fettremat contra a ALL, cuja liminar foi concedida pelo juiz
Juarez Gomes Portela, da Justiça do Trabalho de Rondonópolis-MT, obrigando a empresa a
providenciar em caráter emergencial medidas para melhoria das condições ambientais e de
trabalho nos terminais, além da redução do tempo de espera para carga e descarga.
O superintendente de terminais da ALL afirmou que a empresa
já investiu mais de R$ 13 milhões em melhorias nos terminais, como a sinalização e
ampliação de 100 vagas no pátio, implantação de três postos de marcação de fila,
além de obras internas, incluindo novas tecnologias que permitiram dobrar a capacidade de
descarga, agilizando o processo de recepção das cargas e reduzindo o tempo médio de
permanência dos motoristas no terminal para 5,6 horas. A empresa também informa que
foram construídos novos banheiros com chuveiros e água quente, além de um restaurante,
visando a beneficiar os motoristas que descarregam no terminal.
Embraer dá sinal verde para novo cargueiro (O Estado
de S. Paulo 17/08)
O maior avião que a Embraer construiu, o transporte de tropas, tanque para
reabastecimento em voo e cargueiro de emprego geral KC-390, já tem a primeira decolagem
marcada - será em novembro de 2014, pouco depois da cerimônia de roll out. Essa é uma
festa tradicional, marca o momento em que um avião, ainda protótipo, deixa a linha de
montagem e rola para fora do hangar, iniciando a etapa de avaliação da sua capacidade.
O primeiro voo de uma unidade de série será realizado dois anos depois, em 2016.
O Comando da Força Aérea é o principal investidor do
programa. Em abril de 2009 foi autorizada a dotação total de R$ 3,028 bilhões para o
desenvolvimento do projeto e produção dos modelos preliminares, dois deles, com
duração de sete anos.
Há duas semanas a FAB anunciou a disposição de adquirir um
lote inicial de 28 aviões KC-390. Pelo atual valor de mercado dos equipamentos da mesma
classe, o negócio é estimado em R$ 3,04 bilhões.
"Com isso, o governo deixa claro que o programa é
irreversível e afinado com a Estratégia Nacional", considera o ministro da Defesa,
Nelson Jobim.
O ministro tem planos para envolver a Embraer como receptora de tecnologias de ponta, e
não apenas no setor aeronáutico, implícitas no processo de reequipamento das Forças
Armadas. O tema foi discutido na semana passada, em São Paulo com Frederico Curado,
presidente da empresa, e Orlando Ferreira Neto, vice-presidente para o mercado de Defesa.
Segundo Jobim, foi uma discussão conceitual.
Mudanças
O KC-390 vai disputar um enorme e rico mercado internacional.
De acordo com o presidente Curado, serão ao menos 700 aviões de transporte médio - na
faixa pouco acima de 20 toneladas e cerca de 2.700 quilômetros de alcance - contratados
até 2020. Ao longo do período, o produto vai sofrendo mudanças.
A carga útil, por exemplo, aumentou de 19,5 para 23,6 toneladas, quatro mil quilos a mais
em relação à especificação inicial. O teste de volume, utilizando uma maquete
industrial do compartimento interno, permitiu acesso de dois tipos de blindados, a carreta
padrão do sistema Astros, lançador de foguetes da Avibrás, de 15 toneladas, e um
veículo de comando, de 14 toneladas.
A configuração eletrônica adota tecnologia Computed Air
Release Point, a CARP, que permite o lançamento de cargas com precisão. Os pilotos
contarão com visores digitais e sistema de visão noturna a partir de recursos óticos
integrados aos capacetes.
O KC-390 terá recursos específicos de autodefesa, como
despistadores de mísseis e dispositivo de interferência eletrônica.
Os próximos meses serão intensos. Ainda não foi decidido o
fornecedor dos motores, que devem ter "menos de 30 mil libras e mais de 25 mil libras
de empuxo", diz Orlando Ferreira Neto. É uma forma de manter os custos baixos sem
perdas no desempenho: o jato deve voar a 850 km/hora, com ganho de rendimento de ao menos
15% em relação aos concorrentes.
Ainda assim, não será uma aeronave experimental. Em
entrevista durante o Salão de Farnborough, na Inglaterra, Ferreira declarou que "a
ideia é empregar o máximo de conhecimento provado - não estamos reinventando a roda
aqui". O resultado final, garante, "é oferecer performance e custo em
condição de vantagem frente ao mercado".
Em missão de reabastecimento aeronaves no ar - inclusive de
outros KC-390 - o birreator leva a bordo 37,4 toneladas de combustível, 14 das quais
acomodadas em dois tanques extras.
No novo desenho de mobilização de forças o deslocamento
rápido exige transporte aéreo para qualquer ponto. Prevendo o pouso e decolagem em
pistas precárias, o KC-390 pode atuar sobre terreno semipreparado, com buracos de até 40
centímetros de profundidade.
Soldados equipados, prontos para entrar em ação, ou os
feridos evacuados de áreas devastadas por catástrofes, vão viajar no conforto de uma
cabine pressurizada e climatizada da mesma forma que nos aviões comerciais.
Gavião Peixoto
A cadência de produção prevê uma aeronave e meia, de
série, por mês. As instalações industriais de complexo de São José dos Campos serão
expandidas, mas a maior parte dos investimentos será concentrada na planta de Gavião
Peixoto, 300 quilômetros distante de São Paulo. Ali vai funcionar a linha final de
montagem. O programa do cargueiro vai gerar, até 2016, perto de 1,8 mil novas vagas, 600
delas na Embraer, acredita o Sindicato dos Metalúrgicos. Há uma certa euforia na pequena
cidade de 4,2 mil habitantes na região noroeste. A fábrica mantém 2.221 vagas.
"O programa KC-390 vai consolidar o segundo polo
aeronáutico em Gavião Peixoto", sustenta o economista e consultor João Victor de
Freitas, para quem "essa é a saída para o estrangulamento da unidade de São José
dos Campos, e uma forma de estimular o surgimento de outro núcleo especializado,
estrategicamente distante do primeiro".
Camex reduz a zero Imposto de Importação de aeronaves (O Estado de S. Paulo 06/08)
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu a zero a alíquota de importação de
aeronaves, aparelhos de treinamento de voo e também para aquisições no exterior de
partes e peças destinadas a fabricação, reparo, manutenção, transformação,
modificação ou industrialização de aeronaves. A resolução, aprovada ontem na
reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), foi publicada hoje no Diário
Oficial da União. A alteração, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, foi uma proposta brasileira submetida ao Mercosul, motivada pelos
reflexos da conjuntura econômica internacional na indústria aeronáutica.
Outras duas resoluções publicadas hoje no Diário Oficial
aprovam ex-tarifários para 410 produtos, que tiveram as alíquotas do Imposto de
Importação (II) reduzidas até 30 de junho de 2012. Entre os setores contemplados estão
o gráfico, o de papel e celulose e o petroquímico. A resolução de número 53 diminui o
Imposto de Importação para bens de capital, de 14% para 2%, de 400 produtos. Também
houve redução de alíquotas para 2% para bens de informática e telecomunicações. O
regime de ex-tarifário é um mecanismo de estímulo aos investimentos produtivos por meio
da redução do custo de aquisição no exterior de bens de capital, informática e
telecomunicação que não contam com produção nacional.
O Comitê Executivo de Gestão da Camex também aprovou ontem uma alteração no artigo
2º da Resolução nº 80, que determinou a aplicação de direito antidumping nas
importações de fios de viscose, quando originárias da Áustria, da Índia, da
Indonésia, da China, da Tailândia e de Taipé Chinês.
Outra resolução alterada é a que decidiu a aplicação de direito antidumping
definitivo nas importações de canetas esferográficas originárias da China. O objetivo
é especificar os tipos de canetas excluídas da medida antidumping e evitar que produtos
fora do objeto da investigação fiquem sujeitos à cobrança.
Embraer disputa com Airbus e
Boeing novas encomendas da Pantanal (O Estado de S. Paulo 05/08)
A ATR deve ficar de fora da disputa pela família de jatos que integrará a frota da
Pantanal. O presidente da TAM, Líbano Barroso, sinalizou em rápida conversa com a
Agência Estado que a frota da subsidiária deve ser equipada com modelos com capacidade
"entre 100 e 150 passageiros". Fabricam hoje aeronaves deste porte a Airbus, com
a qual a TAM trabalha, a Boeing e a Embraer.
Segundo Líbano, o grupo decide até o fim do ano os modelos que irão compor a frota da
subsidiária. Comprada no final de 2009 pela TAM, a Pantanal tem hoje cinco ATRs, embora
esteja utilizando apenas quatro destas aeronaves. O maior avião fabricado pela
franco-italiana acomoda 80 passageiros, o que a deixa de fora da disputa. No caso da
Embraer, o ERJ 195 é preparado para até 122 pessoas.
Recentemente, a TAM anunciou a ampliação da malha aérea da
Pantanal, que passa a atender 15 cidades a partir de 23 de agosto. Antes, a companhia
voava para seis destinos.
Os voos com as aeronaves ATR 42 passam a ser operados a partir
do aeroporto de Guarulhos. A empresa começou também a trabalhar com Airbus desde
Congonhas. A nova malha totaliza 44 voos - 21 em Congonhas, 21 em Guarulhos e outros dois
de Brasília.
Os ATR 42 têm capacidade para 45 passageiros, enquanto os
três Airbus contam com 144 lugares (A319) ou 174 assentos (A320). Essas três aeronaves
Airbus foram alugadas para a Pantanal por um período de seis meses pela controladora TAM.
Contratos de leasing foram prorrogados até que a Pantanal defina a ampliação e
renovação de sua frota própria.
Com a nova malha, a Pantanal aumentará em 660% sua oferta
semanal em ASK, medida que multiplica o número de assentos oferecidos pelo total de
quilômetros voados.
Às cidades atendidas pela Pantanal em Guarulhos - Bauru,
Araçatuba, Marília, Presidente Prudente, no interior de São Paulo, mais Maringá (PR) e
Juiz de Fora (MG) - somam-se São José do Rio Preto (SP), que terá duas frequências
diretas. A Pantanal voará também para Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Rio de
Janeiro/Galeão (RJ), Belo Horizonte/Confins (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Salvador
(BA) e Recife (PE).
Grupo CCR compra SPVias por R$ 947,2 milhões (O Estado de S. Paulo 04/08)
O Grupo CCR, que administra as rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Presidente Dutra, na
Região Sudeste, anunciou ontem a compra da Rodovias Integradas do Oeste S/A (SPVias), por
R$ 947,2 milhões. O negócio inclui a aquisição de 73,45% do capital social da empresa,
que detém a concessão de 515 quilômetros de estradas no interior de São Paulo.
Com a aquisição, a CCR passará a administrar mais de 2.400 quilômetros de rodovias,
todas interligadas, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A malha só perde
para a da espanhola OHL, que detém a concessão de 3.225 quilômetros de rodovias
federais. Na lista de estradas da SPVias que passarão para as mãos da CCR está a
Castelo Branco (SP-280) e a Raposo Tavares (SP-270).
?Esse negócio representa a concretização de mais uma etapa
do planejamento estratégico do Grupo CCR após o recente lançamento de ações, feito em
outubro do ano passado, onde se previu que os recursos captados seriam, principalmente,
destinados a aquisições de novos negócios?, afirmou o presidente do Grupo, Renato Vale,
em comunicado ao mercado. Entre os sócios da CCR estão Andrade Gutierrez, Camargo
Corrêa e Soares Penido.
Segundo fontes, as negociações entre as duas empresas começaram entre janeiro e
fevereiro deste ano e se estenderam até esta semana. O valor da aquisição ainda poderá
sofrer alguns ajustes, conforme previsto no contrato de compra e venda, assinado ontem
entre as partes. A conclusão do negócio dependerá de autorização da Agência
Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo
(Artesp). Além disso, a aquisição está sujeita a outras condições, como a
liberação das garantias prestadas pelos ?vendedores e/ou seus afiliados a credores? da
SPVias e a conclusão favorável da aquisição da parcela restante do capital social da
concessionária.
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