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                 Notícias Importantes

Petrobras tem estoques para enfrentar greve após protestos de caminhoneiros limitarem fluxos (Reuters 29/05)
A Petrobras conta com grandes estoques de combustíveis em suas refinarias para enfrentar uma greve de 72 horas a partir de quarta-feira, após os protestos de caminhoneiros reduzirem fortemente as saídas dos produtos das unidades desde o início da semana passada, disseram uma fonte da empresa e a própria federação dos petroleiros.
“O que posso dizer é que nossos estoques estão abarrotados e entupidos porque muita coisa não saiu das refinarias”, afirmou a fonte, na condição de anonimato, em referência aos protestos de caminhoneiros que ocorrem em grande parte do Brasil desde o dia 21 de maio, prejudicando o abastecimento nos postos.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) convocaram a categoria para uma greve nacional de advertência de 72 horas. Entre as reivindicações, os sindicalistas colocam a redução dos preços dos combustíveis e a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente.
Além das refinarias, os trabalhadores devem aderir ao movimento nas plataformas de petróleo, terminais da Transpetro e térmicas, entre outras unidades.
Normalmente, a Petrobras coloca equipes de contingência para evitar impactos significativos na produção durante as greves.
Com os protestos de caminhoneiros entrando no nono dia nesta terça-feira, no entanto, havia alguma preocupação de que a greve dos petroleiros pudesse ter um impacto maior do que o registrado historicamente.
Contudo, a própria FUP anunciou que o movimento não deverá trazer problemas para a população.

Imposto de importação de diesel ajudará Petrobras, diz Parente(Reuters 29/05)
Um imposto de importação de diesel pelo Brasil, cujos detalhes estão sendo discutidos, dará facilidades para a Petrobras escolher entre melhorar suas margens ou avançar em participação de mercado, ainda que os reajustes de preços para o combustível não sejam mais diários, disse nesta terça-feira o presidente da companhia, Pedro Parente.
 Em conferência com investidores e analistas para acalmar o mercado após as ações da petroleira terem despencado na véspera, Parente disse que os principais conceitos da política de preços da estatal serão respeitados, apesar dos anúncios recentes, do governo e da companhia, que geraram preocupações sobre a independência da empresa em meio aos protestos dos caminhoneiros.
Ele afirmou ainda que, nas discussões com o governo, a questão do imposto de importação é fator fundamental, após a empresa ter anunciado na véspera que os reajustes passarão a ser mensais, o que poderia implicar em perda de participação de mercado para importadores, não fosse o tributo.
Parente destacou que a escolha anterior por reajustes diários, um dos fatores por trás dos protestos, não foi algo “caprichoso” da Petrobras, mas sim uma necessidade da companhia.
“Foi um determinação e uma necessidade absoluta para que a gente pudesse reter essa decisão fundamental de qualquer empresa, que é escolher entre margem e ‘market share’”, declarou ele, lembrando que em modelo anterior, de frequência mensal nos preços, a empresa perdia a capacidade de ganhos.
No sistema de reajustes mensais, explicou ele, bastaria apenas um dia em que o preço fixado ficasse acima da média do mercado para as margens dos importadores ficassem superiores às da empresa.
“Por isso que é importante a intenção do governo de utilizar o imposto de importação nessa situações... quando nosso preço fica acima do preço de mercado... Com o imposto de importação, retira-se a necessidade de que a periodicidade (do reajuste) seja diária”, comentou Parente.
Na véspera, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que o governo editará uma medida provisória para que, quando o preço do mercado internacional for inferior a um preço de referência em discussão, possa ser cobrado o imposto de importação.
O ministro disse ainda que o valor cobrado seria equivalente à diferença entre o preço do mercado e o de referência, para eliminar a possibilidade de os importadores terem vantagem em relação à Petrobras.
Em meio à greve dos caminhoneiros, a Petrobras garantiu na semana passada uma redução e o congelamento por 15 dias dos preços do diesel. Posteriormente, no domingo, o governo federal decidiu que após esse período e até o final do ano os reajustes serão mensais e a Petrobras receberá uma subvenção estatal por eventuais perdas no período em que as cotações ficarem inalteradas.
                                                       CONFIANÇA
Segundo Parente, em qualquer redação das medidas pelo governo, a Petrobras terá liberdade para aplicar os reajustes de preços decorrentes das condições de mercado, ainda que a volatilidade da cotação do petróleo ou câmbio seja elevada no período em que os valores ficarem congelados.
Outra questão que está sendo discutida com o governo, segundo Parente, é a previsibilidade dos reajustes, uma das reivindicações dos caminhoneiros, cujo protesto entrou no nono dia e está com menor intensidade, após causar problemas para o abastecimento e economia do país.
Com a manutenção dos principais conceitos da política de preços, Parente disse estar confiante que a empresa conseguirá cumprir suas metas de desinvestimentos e de redução do endividamento, assim como outros itens de seu planejamento estratégico.
Após as ações preferenciais desabarem mais de 14 por cento na véspera, o que resultou na perda de valor de mercado da companhia de 40 bilhões de reais, o papel operava com alta de mais de 10 por cento nesta terça-feira, por volta das 16h.
                                                         AINDA HOJE?
O presidente da companhia revelou ainda que equipes da Petrobras e do governo estão em discussão para concluir a redação de uma medida provisória e decreto relacionados a temas de combustíveis, que poderiam ser editados ainda nesta terça-feira.
Ele ressaltou ainda que, qualquer que seja a metodologia aplicada em medidas do governo, os conceitos da política de preços da empresa seriam respeitados.
Segundo Parente, o governo entende a relevância de manter a equação econômica da política de preços da estatal, que tem favorecido as finanças da companhia, que registrou lucro líquido de 6,96 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 56,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, no melhor resultado da empresa desde 2013.
Sobre o movimento inicial da Petrobras, que reduziu em 10 por cento o preço do diesel na semana passada e, por decisão de sua diretoria, decidiu arcar com a perda de receita de 350 milhões de reais para manter o valor por 15 dias, Parente disse que esse movimento foi importante para o governo abrir um canal de negociação com os caminhoneiros.

Greve de caminhoneiros reduzirá exportações de veículos em 10 mil a 20 mil unidades em maio (Reuters 29/05)
A paralisação dos caminhoneiros que entrou no nono dia nesta terça-feira deve causar uma queda nas exportações brasileiras de veículos da ordem de 10 mil a 20 mil unidades em maio e comprometer a meta de exportação de 800 mil veículos este ano, afirmou o presidente da Anfavea, Antonio Megale.
Segundo Megale, que participa de fórum de investimentos em São Paulo e preside a associação que representa as montadoras de veículos instaladas no país, os números de produção e vendas de modelos novos serão “inevitavelmente impactados pela greve dos caminhoneiros” em maio.
Antes da greve dos caminhoneiros, o setor de veículos do país era um dos poucos atravessando recuperação vigorosa. A Anfavea anunciou na semana passada que as montadoras do país pararam suas fábricas na sexta-feira em meio a dificuldades no recebimento de peças e no envio dos veículos prontos às concessionárias.
A indústria brasileira produziu desde janeiro até o final de abril 965,9 mil veículos, o que corresponde a uma média por dia útil de 9.377 unidades. Megale não fez comentários sobre o impacto da greve para a produção ou vendas do setor.
Segundo o consultor Raphael Galante, da consultoria automotiva Oikonomia, as vendas de veículos durante a greve estão 30 a 40 por cento abaixo da média do mês, de 9.400 veículos, por conta de falta de produto nas lojas.
“Final do mês normalmente é período em que as montadoras e lojas costumam acelerar vendas para cumprir metas de licenciamentos”, afirmou Galante.
A falta de produto nas lojas decorre em parte de dificuldades no transporte dos modelos prontos. A Sinaceg, principal representante de cegonheiros do país, registra apenas na região do ABC paulista, grande polo produtor de veículos do Brasil, 1.400 caminhões cegonha carregados. com uma média de 11 carros novos cada, esperando a normalização das estradas e do abastecimento de combustível em postos para seguirem viagem.

Embraer vende mais 4 Legacy 650E para Air Hamburg, em contrato de US$103,6 mi (Reuters 29/05)
A Embraer anunciou nesta terça-feira a venda de mais quatro aeronaves Legacy 650E para Air Hamburg, no valor de 103,6 milhões de dólares com base em preços de lista.
A empresa alemã de fretamento de aeronaves executivas, que opera em destinos europeus, russos e no oriente médio, expandirá sua frota Embraer para um total de 17 aeronaves —15 Legacy 600/650 e dois Phenom 300— sendo a maior operadora de modelos Legacy 600/650 no mundo.
“A entrega das aeronaves está prevista para começar no segundo trimestre de 2018 e se completar na cadência de uma aeronave por trimestre até o primeiro trimestre de 2019”, disse a Embraer, acrescentando que o pedido será incluído no blacklog do segundo trimestre deste ano.

Caminhoneiros mantêm protestos e governo recorre a forças federais para liberar rodovias (Reuters 25/05)
O protesto de caminhoneiros contra a alta do diesel que provocou desabastecimento pelo país e afetou a produção em diversos setores se manteve nesta sexta-feira, apesar de acordo anunciado pelo governo, e o presidente Michel Temer determinou o uso de forças federais para desobstruir rodovias, afirmando que os manifestantes “não têm o direito” de parar o país.
A decisão de recorrer às forças federais foi tomada no quinto dia de um paralisação nacional que o governo acreditava ter resolvido na véspera ao anunciar um acordo com os caminhoneiros, mas que se manteve diante da rejeição de alguns manifestantes ao que foi proposto.
“Quem bloqueia estradas, quem age de maneira radical, está prejudicando a população e, saliento, será responsabilizado. Vamos garantir a livre circulação, vamos garantir o abastecimento”, disse Temer em pronunciamento no Palácio do Planalto, ao anunciar que acionou um plano de segurança que inclui o uso de tropas federais.
Após o anúncio de Temer, a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para o desbloqueio imediato de estradas, pedindo autorização para o uso da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e das polícias militares para liberar a passagem nas rodovias e acostamentos, além da aplicação de multas. À noite, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendeu aos pedidos do governo.
Temer também assinou um decreto para instituir ações de Garantia da Lei da Ordem (GLO), que permite o uso das Forças Armadas, em todo território nacional para garantir o abastecimento.
De acordo com o governo, os protestos diminuíram em decorrência do acordo com representantes da categoria que prevê o congelamento do preço do diesel nos níveis anunciados pela Petrobras (PETR4.SA) nesta semana por 30 dias, entre outros pontos.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a Polícia Rodoviária Federal contabilizava no início da noite um total de 519 bloqueios em rodovias, nenhum deles total, ante um pico durante a semana de 938 obstruções de rodovias.
O governo confia em atingir rapidamente a normalização do abastecimento, mas tem opções para endurecer com os manifestantes, como decretar uma requisição de bens que autorizaria o uso da força para assumir o comando de veículos privados para conter o desabastecimento, disseram ministros.
Segundo as autoridades, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, onde dezenas de manifestantes impediam a entrada e saída de caminhões-tanques, está com a situação normalizada quase na integralidade. Ao longo do dia, veículos das Forças Armadas escoltaram ao menos um caminhão-tanque que saiu do local.
Depois que o governo federal anunciou o uso de tropas federais para desobstruir estradas, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das principais associações responsáveis pelo movimento, pediu que os manifestantes retirem interdições nas rodovias, mas mantenham manifestações pacífica.
A entidade, no entanto, reiterou que continua sem assinar qualquer acordo com governo, e que mantém sua demanda pela retirada de PIS/Cofins sobre o diesel para encerrar o movimento de paralisação iniciado na segunda-feira.
De acordo com informações das maiores concessionárias de estradas do país, bloqueios parciais do tráfego prosseguiam em diversas rodovias como a Presidente Dutra, que liga São Paulo e Rio de Janeiro.
                                            IMPACTOS DO DESABASTECIMENTO
Devido aos problemas de abastecimento gerados pela greve, a Prefeitura de São Paulo decidiu decretar estado de emergência na cidade, enquanto no Rio de Janeiro foi decretado estado de atenção em decorrência dos bloqueios. A escassez fez com que o tráfego em grandes cidades fosse reduzido significativamente no horário de pico.
Em alguns mercados faltam produtos alimentícios como frutas, hortaliças e legumes, e o sindicato dos bares e restaurantes alertou para falta de produtos nos cardápios. Alguns estabelecimentos disseram que podem fechar as portas no fim de semana.
Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 61 por cento do transporte de carga do país é feito por rodovia, e a frota brasileira é de 1,77 milhão de caminhões.
A falta de combustíveis ocasionada pela greve também deixou no escuro seis localidades de Rondônia que dependem de geração termelétrica, segundo a Eletrobras (ELET6.SA).
Os protestos também voltaram a afetar diversos portos do país, incluindo o de Santos (SP), o maior e mais importante do Brasil. De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o fluxo de caminhões no local praticamente não está mais ocorrendo e verifica-se redução nas operações de recepção e entrega de mercadorias pelos terminais, embora as operações de carga e descarga de navios continuem a ser realizadas.
No porto de Paranaguá (PR), os protestos reduziram em 27 por cento o movimento normal de cargas para esta época do ano. O terminal registrou uma queda nas exportações de granéis, ao passo que a importação de fertilizantes foi interrompida em berços de atracação em que o transporte da carga é feito por caminhões.
Além dos portos, a falta de combustíveis resultante da paralisação está afetando aeroportos. Empresas aéreas cancelaram voos e adotaram medidas como liberar a remarcação de passagens sem custos para os clientes.
O aeroporto de Brasília ficou sem as reservas de querosene de aviação nesta manhã, de forma que as aeronaves que pousarem no terminal e que necessitarem de abastecimento ficarão em solo até que o fornecimento no aeroporto seja normalizado.
As montadoras de veículos foram forçadas a interromper a produção a partir desta sexta por causa do impacto da greve dos caminhoneiros, segundo a associação que representa o setor, Anfavea, o que pode pesar sobre um dos poucos setores a apresentar recuperação vigorosa neste ano em meio a um desempenho fraco da economia.
Empresas varejistas sentirão o impacto da greve de caminhoneiros por cerca de dois meses, com muitas reclamações de consumidores por atrasos em entregas, segundo diretor-executivo do Reclame Aqui, Edu Neves, e outras grandes empresas, como Votorantim Cimentos, a maior fábrica de cimentos do país, disseram estar com dificuldades e que podem parar atividades durante o fim de semana.
Os protestos têm levantado ainda temores quanto ao risco sanitário no país, à medida que o fornecimento de rações e o transporte de animais e cargas refrigeradas estão comprometidos pelas manifestações.
                                                       “PERMANEÇAM FIRMES”
Apesar do anúncio do acordo, representantes dos caminhoneiros disseram que têm demandas ainda não atendidas pelo governo. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das principais associações por trás do movimento, reiterou que segue “firme” em seu pedido de isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel.
A Abcam afirmou em uma nota que “repudia” o acordo fechado entre o governo e outras entidades do setor de transporte rodoviário, e disse que deixará para os caminhoneiros a decisão sobre encerrar as manifestações.
“Se eles acham que a proposta apresentada pelo governo é justa, que voltem para suas casas. Mas se consideram que o governo não atendeu às suas necessidades, que permaneçam firmes”, afirmou a Abcam no comunicado.
Segundo outra associação de caminhoneiros, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), as entidades presentes nas negociações com o governo “jamais aceitaram as pressões para suspender a paralisação”, e caberá a cada grupo manifestante decidir se suspende ou não o movimento.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo cumprirá o acordo à medida que houver a contrapartida por parte da categoria, e acrescentou que confia no fim do movimento apesar da manutenção da paralisação.
De acordo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o governo investigará se houve locaute, quando empresários impedem funcionários de trabalharem, na paralisação dos caminhoneiros.
“Nós temos indícios de que existe uma aliança, um acordo, entre os caminhoneiros autônomos, as distribuidoras e as transportadoras”, disse Jungmann. “Isso é grave, porque isso apresenta indícios de locaute, evidentemente que nós estamos verificando isso, porque locaute é ilegal”, acrescentou.

Governo vê redução de protestos e aposta em fim de desabastecimento, dizem ministros (Reuters 25/05)
O governo federal acredita em um arrefecimento dos protestos e bloqueios nas estradas de todo país por parte dos caminhoneiros e aposta na retomada do abastecimento de itens críticos como combustíveis e medicamentos, mas ao mesmo tempo adotou medidas duras, como o uso das Forças Armadas.
Em coletiva na noite desta sexta-feira, ministros que integram um grupo de monitoramento do assunto afirmaram ter dados que comprovam a desmobilização parcial de caminhoneiros, ainda que admitam que a liberação das rodovias não têm ocorrido com a velocidade que esperavam após o acordo selado na véspera com representantes da categoria.
Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informações colhidas pela Polícia Rodoviária Federal e pelos órgãos de inteligência ligados ao Gabinete de Segurança Insitucional (GSI) apontam que as interdições restantes são parciais.
“O nosso entendimento, com dados objetivos e são dados absolutamete críveis, é que há de fato um declínio em termos de movimento e as interdições que existem são parciais”, disse Jungmann a jornalistas. Segundo as autoridades, de um pico de 938 bloqueios, 419 já foram dissolvidos, enquanto 519 persistem.
Na visão do governo, muitos dos que protestam não se sentem representados pelas lideranças que sentaram para negociar e discordam do que foi acertado, por entenderem que poderiam ter outras demandas atendidas.
Ainda assim, mesmo diante da resistência de boa parte dos caminhoneiros, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, garantiu que o governo cumprirá sua parte do acordo que envolve, dentre outros pontos, a isenção da Cide sobre o óleo diesel e prevê o congelamento do preço do combustível nos níveis anunciados pela Petrobras nesta semana por 30 dias.
Em troca, os representantes dos caminhoneiros consultariam a categoria para suspender a greve por 15 dias.
“O acordo está mantido”, assegurou Marun. “Não há negociação, mas há diálogo”, acrescentou, logo após Padilha afirmar que da parte do governo a negociação “está encerrada”.
Segundo o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, entre as prioridades estabelecidas pelo governo está a liberação das refinarias.
“Já começou hoje à tarde. Tão logo assinou o decreto, já tinha tropa na refinaria de Duque de Caxias (RJ) em condições de desobstruir. E foi feito isso hoje”, disse o ministro.
Além disso, o ministro mencionou que 11 aeroportos foram listados como prioridade para garantir o acesso de caminhões com combustíveis para aeronaves. Ele citou, entre eles, os terminais de Salvador (BA) e Brasília (DF).
O ministro disse que as Forças Armadas não imaginam que haverá confronto para executar as ações de liberação das estradas e das cargas. “A ação não é contra os caminhoneiros, é para permitir o trânsito, o direito de ir e vir e o abastecimento”.
Também houve ações para liberar o tráfego no Porto de Santos.
                                                         FORÇAS ARMADAS
Ainda que os ministros garantam estar munidos de dados “científicos” que os permitem afirmar que há um arrefecimento dos protestos, o governo mobilizou instrumentos mais rígidos para liberar as estradas e garantir o abastecimento.
Segundo Padilha, o presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira um decreto que institui a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autoriza o uso das Forças Armadas, em todo território nacional, com validade até o dia 4 de junho.
Também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação com pedido de liminar para o desbloqueio imediato de estradas com o uso da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e das Polícias Militares. A liminar foi concedida pelo tribunal.
Outra medida que pode ser adotada, segundo o ministro do GSI, Sérgio Etchegoyen, é um decreto que autorize a requisição de bens, nos casos em que houver resistência por parte de caminhoneiros ou empresas transportadoras a reestabelecer o abastecimento.
Os ministros explicaram que poderiam até ser utilizados, nesses casos, motoristas das Forças Armadas para garantir o transporte de cargas.
Segundo Etchegoyen, o “gatilho” para a decisão do governo de lançar mão de ações como o uso das Forças Armadas foi o risco de desabastecimento.
O ministro da Segurança, Jungmann, também informaram que já solicitou investigação para apurar se há casos do chamado locaute, quando empresários impedem funcionários de trabalharem, na paralisação dos caminhoneiros.




Governo e caminhoneiros chegam a acordo para suspender greve por 15 dias (Reuters 25/05)

Depois de uma reunião de sete horas, governo e representantes de caminhoneiros chegaram a um acordo nesta quinta-feira para suspender por pelo menos 15 dias a greve que atingiu o país na última semana, com o governo garantindo a subvenção do preço do diesel e reajustes a serem realizados apenas a cada 30 dias.
A proposta final, que levou pelo menos a maior parte da categoria a ceder a uma trégua de 15 dias, fará com que o governo garanta, até o final deste ano, que os reajustes do diesel sejam feitos apenas a cada 30 dias na refinaria e o governo compense as possíveis perdas da Petrobras (PETR4.SA), além de zerar a incidência da Cide sobre o diesel.
“Vai ter um preço fixo ao longo do mês. Vai haver uma diferença entre esse preço e o preço médio que a Petrobras usaria. Vamos calcular quanto a empresa deixou de faturar e vamos pagar essa diferença”, explicou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. “Nos momentos em que o preço cai e fica abaixo do preço fixado para o diesel na refinaria, a Petrobras passa a ter um crédito que vai reduzir o custo do Tesouro.”
Guardia, como os demais ministros que apresentaram o acordo final, fizeram questão de afirmar que não estava havendo interferência na política de preços da Petrobras -o risco de ingerência política, pressentido pelo mercado depois da decisão de quarta-feira da empresa de reduzir o diesel em 10 por cento por 15 dias levou a uma queda de mais de 14 por cento nas ações da empresa nesta quinta-feira.
“A política de preços da Petrobras continua intacta e preservada até a refinaria. Da refinaria para frente o governo disponibiliza recursos para dar previsibilidade aos preços. Dali para frente o governo intervém. Até a porta da refinaria fica preservado”, disse o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.
O ministro da Fazenda calcula em 700 milhões de reais por mês a compensação que terá de ser feita pelo Tesouro à Petrobras, uma conta feita em cima do valor estimado pelo presidente da empresa, Pedro Parente, para os primeiros 15 dias de congelamento, bancados pela própria estatal.
Segundo Guardia, a Fazenda prevê um crédito extraordinário - que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso- de 4,9 bilhões até o final do ano. O valor poderá ser maior ou menor a depender da oscilação do preço do petróleo e da variação do dólar no período em que o valor do diesel ficar fixo.
O ministro explica que o crédito extraordinário não afeta o teto de gastos, que prevê a criação de despesas extraordinárias, mas afeta o Orçamento.
“Vamos ter que cancelar alguma despesa para abrir margem orçamentária, vamos ter que compensar o crédito com cortes de despesas”, disse.
O acordo com os caminhoneiros foi além da redução da Cide e do congelamento dos reajustes por 30 dias. O governo ainda se comprometeu garantir que 30 por cento da contratação dos transportes de carga pela Conab será feita com caminhoneiros autônomos, obrigar os Estados a cumprir a lei federal que proíbe a cobrança de pedágio sobre o terceiro eixo em caminhões vazios e não reonerar a folha de pagamento do setor pelo menos até 2020, além de suspender as ações judiciais contra as entidades.
No entanto, um dos pontos centrais do pedido inicial dos caminhoneiros, a isenção do PIS/Cofins, terminou ficando de fora do acordo. A confusão causada pela Câmara, aprovando uma proposta com uma compensação muito menor do que a necessária, foi usada pelo governo para convencer as entidades a deixar a negociação mais para frente, no Senado.
De acordo com uma fonte que participou da negociação, a intenção do governo é usar o PIS/Cofins como um “colchão” para garantir a compensação à Petrobras para manter os reajustes apenas a cada 30 dias e evitar cortes maiores no Orçamento.
“Cálculos feitos pela Câmara foram equivocados e contaminaram o projeto. Há disposição de discutir o PIS/Cofins, mas em outro momento. Com um erro tão grosseiro tem dificuldade de prosperar”, afirmou Marun.
A discussão, coordenada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, começou às 14h, terminou depois das 21h e foi dura e cheia de idas e vindas. Uma fonte ouvida pela Reuters explica que as entidades chegaram pedindo 90 dias de congelamento nas tarifas e que 100 por cento das contratações de transporte da Conab fossem feitas para caminhoneiros autônomos, por exemplo. Ao longo da tarde, as exigências foram diminuindo.
O governo, no entanto, saiu do encontro com uma promessa de trégua, mas não a certeza de uma desmobilização. Três das entidades não assinaram o acordo -a Associação Brasileira de Caminhoneiros Autônomos (Abcam), a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e do sindicato dos caminhoneiros de Ijuí (RS).
“Assumimos o compromisso e vamos repassar ainda hoje a íntegra para toda a categoria. Mais é a categoria que vai decidir se foi suficiente ou não”, disse Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos.
A greve dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira com o bloqueios de rodovias por todo o país, paralisou diversos setores da economia, atingiu serviços e provocou o desabastecimento de postos de combustíveis em diversas cidades.
A fonte com quem a Reuters conversou, no entanto, minimizou a representatividade das três entidades e avaliou que o governo colocou os caminhoneiros “contra a parede”. “Espero que desmobilize nos próximos dias. Se não, o que acordamos também não tem que ser cumprido”, disse.
Nesta sexta-feira, o governo reúne ainda o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para tratar do ICMS dos combustíveis. De acordo com o ministro da Fazenda, a intenção é que os Estados passem a usar um valor fixo para os combustíveis, como é feito com a Cide, e não um percentual.
“Vamos conversar com governos estaduais para tentar colocar uma base fixa na cobrança do ICMS. O ICMS é componente importante do diesel, representa 14 por cento”, disse Guardia.

Rio de Janeiro vai reduzir ICMS do diesel de 16% para 12% na 6ª-feira, diz fonte (Reuters 24/05)
O governo do Estado do Rio de Janeiro vai reduzir na sexta-feira a alíquota do ICMS que incide sobre o óleo diesel de 16 para 12 por cento, disse uma fonte próxima do assunto nesta quinta-feira.
A medida vai ser tomada pelo governo do Estado em resposta à greve nacional dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira para cobrar queda na carga tributária que incide sobre o combustível.

Randon reduz produção devido a protestos de caminhoneiros (Reuters 24/05)
A empresa de implementos rodviários Randon afirmou nesta quinta-feira que, devido à greve dos caminhoneiros, está reduzindo ou suspendendo temporariamente as operações de algumas de suas fábricas.
Segundo a companhia, “devido à dificuldade no transporte e no recebimento de insumos usados na fabricação de seus produtos”, a expedição e a entrega de implementos rodoviários e autopeças também serão afetadas pelo bloqueio das rodovias”.


ANP flexibiliza mistura de biocombustíveis e vendas entre distribuidoras (Reuters 24/05)
Diante dos protestos de caminhoneiros que impedem o fluxo de produtos, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou nesta quinta-feira a flexibilização da obrigatoriedade de mistura de biodiesel no diesel e de etanol anidro na gasolina.
As medidas têm caráter excepcional e visam garantir “a continuidade do abastecimento de combustíveis e inibir preços abusivos”, devendo entrar em vigor a partir de sexta-feira, após a publicação no Diário Oficial da União.
O Brasil mistura 10 por cento de biodiesel no diesel, enquanto a gasolina é vendida nos postos com 27 por cento de etanol anidro.
“A exigência da mistura torna mais complexa a logística na cadeia de distribuição, pois adiciona o fluxo entre a usina produtora e o distribuidor, o qual, geralmente, é rodoviário”, afirmou a ANP, em nota.
“Esse fluxo também está sendo prejudicado pela paralisação, impedindo a realização de mistura em diversas bases que já têm o diesel A e a gasolina A, mas não o biodiesel e/ou o etanol anidro em quantidades suficientes”, destacou a ANP.
O anúncio foi feito no momento em que usinas de cana do centro-sul do Brasil estão com problemas para vender e comercializar etanol. Ao menos 47 usinas nos Estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo estão com as atividades prejudicadas, segundo a associação do setor Unica.
A ANP ainda aprovou a liberação da vinculação de marca para vendas de distribuidoras de combustíveis líquidos, combustíveis de aviação e GLP (gás de botijão).
Atualmente, 65 por cento das vendas de gasolina, 66 por cento de diesel e 56 por cento de etanol hidratado ocorrem por meio de postos vinculados a marcas específicas de distribuidores (conhecidos como postos bandeirados).
Segundo a ANP, essa vinculação impede que distribuidores de uma marca comercializem com postos de outra. “A flexibilização do modelo oferece alternativa de suprimento por distribuidores cujas bases não tenham sido afetadas pelos bloqueios.”
                                                            ESTOQUES LIBERADOS
A agência ainda suspendeu a exigibilidade das resoluções de estoques operacionais mínimos de gasolina e diesel, querosene de aviação e gás de botijão.
Os estoques operacionais mínimos foram exigidos em resoluções justamente com a finalidade de suportar crises de abastecimento, ressaltou a ANP.
“Sua manutenção nesses períodos contraria a própria lógica para a qual foram constituídos.”
A ANP também está permitindo que o Transportador Revendedor Retalhista, que só fornece diesel para grandes frotas, venda para postos revendedores. A agência explicou que esses TRRs podem ter estoques de diesel em locais onde distribuidores apresentam escassez.
A reguladora também liberou engarrafamento de distribuidoras de GLP para vasilhames de outras marcas.
Em nota nesta quinta-feira, a Plural (associação que representa distribuidoras de combustíveis) afirmou que está empenhada em regularizar a situação, com um grupo dedicado 24 horas por dia, integrado com o gerenciamento de crises da Casa Civil e com a ANP.
“Há produto e caminhões para entrega. A associação trabalha com as autoridades competentes para interlocução junto aos manifestantes, visando o abastecimento de serviços essenciais, tais como aeroportos, barcas, ônibus, hospitais, polícia e bombeiros, entre outros”., disse a Plural.

Caminhoneiros cobram do governo diesel mais barato e ameaçam greve nacional (Reuters 18/05)
Milhares de caminhoneiros autônomos do país podem cruzar os braços a partir da próxima segunda-feira, em uma manifestação que cobra do governo reduzir a zero a carga tributária sobre o diesel e que pode contar com apoio de outras categorias que têm no combustível o principal custo.
“Se hoje não tiver uma resposta (do governo sobre as reivindicações) até as 18h, a gente já vai começar a se preparar para parar a partir da segunda-feira”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes. “Tem hora e dia para começar, mas não para acabar”, acrescentou.
Questionado nesta sexta-feira, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou que o governo está sensibilizado com a alta dos preços e que já está discutindo formas para uma redução de impostos.
Uma paralisação no transporte poderia afetar, entre outros setores, a indústria de soja, cuja colheita no Brasil terminou recentemente. Isso em um momento em que o mercado internacional conta com o produto do país, o maior exportador global. O movimento promete ser mais forte justamente no Centro-Oeste e no Sul, as principais regiões brasileiras produtoras de grãos.
A entidade que organiza o protesto reúne cerca de 600 mil caminhoneiros autônomos de um total de cerca de 1 milhão de motoristas no Brasil e cobra o governo desde outubro do ano passado a queda nos custos do diesel.
Mais cedo, a Petrobras anunciou que vai subir os preços do diesel em 0,80 por cento e os da gasolina em 1,34 por cento nas refinarias a partir do sábado, elevando os valores dos combustíveis a novas máximas de 2,3488 reais o litro de diesel e 2,0680 reais o litro de gasolina.
“Isso até parece que é para provocar a gente”, disse Lopes, sobre o novo reajuste anunciado pela petrolífera.
Desde que a Petrobras implantou em julho do ano passado sistema de reajustes de preços dos combustíveis quase que diários, que busca acompanhar as cotações internacionais do petróleo e o câmbio, o diesel e a gasolina tiveram aumento de quase 50 por cento nas refinarias da empresa, com uma boa parcela sendo repassada para os postos.
O setor de combustíveis, entretanto, afirma que boa parte do custo dos combustíveis na bomba se deve a impostos. No caso da gasolina, os tributos respondem por cerca de 50 por cento do valor nos postos.
A ameaça dos caminhoneiros está sendo feita em momento em que a federação de nacional de comércio de combustíveis (Fecombustíveis), que representa os donos de postos, também faz um apelo por mudanças tributárias, afirmando que a política de preços da Petrobras está causando prejuízos ao setor. Segundo a comunicado da entidade nesta semana, uma alteração nos tributos amenizaria as perdas.
Apesar de serem autônomos, grande parte dos caminhoneiros é vinculada a sindicatos, que desde o início desta semana têm comunicado os motoristas via telefone e WhatsApp sobre uma provável paralisação a partir da segunda-feira.



Logística no Brasil preocupa agricultor e exportador de soja no início da colheita (Reuters 06/02)

Conforme os produtores de soja brasileiros começam a colheita, os problemas em uma estrada que liga a principal região agrícola do país aos portos do norte fornecem novas evidências de que o maior exportador mundial da oleaginosa está longe de resolver seus gargalos logísticos. Nos últimos dias, caminhoneiros transportando soja publicaram inúmeros vídeos, incluindo filmagens de drones, nas redes sociais mostrando que não conseguiram avançar em um trecho não pavimentado da rodovia federal BR-163, no Pará.
A área mais afetada foi em torno do distrito de Moraes Almeida, da cidade de Novo Progresso, onde o tráfego foi interrompido por cerca de 60 quilômetros, disse à Reuters o vice-prefeito Gelson Dill. A fila de caminhões começou a se formar oito dias atrás, mas desde então foi reduzida para 25 km, disse ele.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), disse que o tráfego estava gradualmente voltando ao normal na manhã desta terça-feira entre Moraes Almeida e nas proximidades de Riozinho, e não havia filas de espera. No entanto, em Novo Progresso, o tráfego sentido norte permaneceu parcialmente bloqueado, disse o departamento.
“Se o tempo permanecer seco, os caminhões que aguardam em Novo Progresso poderão continuar a viagem em dois dias”, disse Dill.
O Dnit estimou 36 horas.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, (Aprisoja), disse que “milhares” de caminhões ficaram presos em torno de Moraes Almeida depois que bloqueios do Exército interromperam o tráfego para manutenção e construção.
Um porta-voz do Exército não comentou de imediato.
Sergio Mendes, diretor-geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), disse que problemas na BR-163 impactam a imagem do Brasil como um exportador de soja confiável.
Os dados da Anec mostram que um volume de 6,3 milhões de toneladas, ou 9 por cento da soja exportada no Brasil, foi enviado pelos portos de Santarém e Barcarena, na região norte, em 2017.
A BR-163 é a principal ligação entre as áreas de soja do Mato Grosso e os portos fluviais do norte. No ano passado, o governo destacou o Exército para pavimentar um trecho de 65 km, mas o trabalho provavelmente não será concluído em breve, disse Dill.
Uma emissora local de TV citou o coronel Alessandro da Silva dizendo que um comboio de Teresina, no Piauí, foi para Moraes Almeida para realizar trabalhos de pavimentação. Silva disse que as chuvas em janeiro impediram que quase 4 mil caminhões transitassem ao longo dos trechos não pavimentados da BR-163.
Cerca de 220 funcionários, incluindo a Polícia Rodoviária Federal e oficiais do Exército, foram alocados ao logo da rodovia BR-163 em dezembro para organizar o trânsito em determinados trechos não pavimentados, disse o Dnit.

GM aposta em caminhões e utilitários esportivos para elevar margens (Reuters 06/02)
A General Motors disse nesta terça-feira que as vendas combinadas de mais de picapes e utilitários esportivos médios na América do Norte devem ajudá-la a compensar os maiores custos de commodities em 2018 e manter as margens antes de impostos superiores a 10 por cento.
A montadora apresentou resultados trimestrais melhores do que o esperado, uma vez que o corte de custos e os preços mais elevados dos veículos compensaram uma queda de dois dígitos no volume de vendas dos Estados Unidos. A GM previu que 2018 será um ano forte globalmente e na América do Norte.
A presidente-executiva, Mary Barra, disse a analistas que a GM espera que seu desempenho financeiro “acelere ainda mais em 2019”, quando a montadora lança caminhões pesados ​​redesenhados e utilitários esportivos na América do Norte, bem como uma nova série de compactos de baixo custo em mercados emergentes.
A margem global antes de impostos da GM foi a 8,2 por cento no trimestre, ante 6,5 por cento um ano antes. A margem antes de impostos na América do Norte foi de 10,7 por cento.
As vendas da montadora cresceram na contramão das vendas de veículos novos da indústria automotiva nos EUA, que caíram cerca de 2 por cento em 2017, após atingir um recorde em 2016. As vendas deverão cair em torno de mais 2 por cento em 2018.
A GM reportou prejuízo de 4,9 bilhões de dólares, ou 3,46 dólares por ração, no quarto trimestre, ante lucro de 2,1 bilhões de dólares, ou 1,36 dólar por ação, no ano anterior. A montadora disse que registrará uma despesa de 7,3 bilhões de dólares referente a nova regulação tributária norte-americana.
Excluindo itens extraordinários, a montadora teve lucro de 1,65 dólar por ação. Nessa base, os analistas esperavam lucro por ação de 1,38 dólar.



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