Administração dos Paletes
A embalagem é parte fundamental no atendimento de um
pedido pelo fornecedor, pois garante a integridade do produto para que o cliente final o
receba em perfeitas condições de uso.
Para que isto ocorra, em muitos casos a embalagem se torna cara, pois
necessita um custo maior para deixá-la de acordo com as especificações técnicas, que
garantam sua eficiência em proteger o produto na movimentação e transporte.
No caso de produtos entregues paletizados, o palete vira o centro das
atenções para definição de suas especificações.
Em primeiro lugar, precisa definir se vão ser utlizados paletes
descartáveis (sem reutilização de uso), ou seja, paletes de madeira de qualidade
inferior ou paletes de papelão, que obviamente possuem custo mais baixo.
A única preocupação é com a logística reversa, ou seja, depois de entregue o material
no destino final, direcionar os paletes a algum lugar para destruição, a fim de que não
cause nenhum problema de sujeira e poluição no meio ambiente.
Geralmente os paletes descartáveis são utilizados no caso de produtos mais leves, pois
por serem de papelão ou terem uma madeira de menor qualidade e durabilidade, não
agüentariam uma carga pesada.
Em segundo lugar, sendo necessário um palete mais resistente devido a carga, precisa
definir o tipo de material do palete: madeira, plástico ou metal.
Definido um dos três, começa a administração dos mesmos, porque ao se adquirir um bem
com certa durabilidade (maior vida útil) e de elevado custo (quantidade x valor
unitário), é necessário rastreá-los para que atendam a demanda e nunca falte em
nenhuma ponta do processo. Digo isto, pois muitas vezes além de ser necessário ter o
palete para arrumar e expedir a carga (ponta inicial do processo), muitas vezes também é
necessário no ponto de venda (ponta final do processo) para deixar na loja ou no armazém
do cliente. Neste caso, acompanha o produto por um tempo maior e não só no transporte.
De qualquer maneira, o palete tem que voltar ao fornecedor do produto para ser
reutilizado, tanto logo após a entrega, no caso dos pontos de venda que não utilizam o
palete, como depois de um tempo, no caso dos pontos de venda que o utilizam.
Para que isto ocorra, existem no mercado várias maneiras de controle de paletes.
Abaixo algumas delas :
- Fazer constar na Nota Fiscal as quantidades de paletes que acompanham os produtos, para
o caso de garantia de ressarcimento pela perda de parte ou totalidade dos mesmos;
- Fazer Nota Fiscal de simples remessa dos paletes acompanhando a Nota Fiscal dos
produtos, com também devolução de simples remessa por parte dos clientes, ao devolver
as quantidades correspondentes;
- Acrescentar no preço dos produtos o valor correspondente aos paletes, no caso de pontos
de venda, onde seja complicado haver a devolução dos mesmos, pela falta de um controle
maior do cliente, muitas vezes porque repassa de imediato para os seus clientes (processo
de pulverização das vendas);
- Para os clientes que previamente informam que não desejam receber os paletes junto com
os produtos, existe no mercado um dispositivo / acessório de empilhadeira, chamado
inversor / empurrador de carga ou vira-carga.
Funciona da seguinte maneira: a empilhadeira ao levantar o palete cheio, tem garfos em
cima que encostam na carga travando-a para baixo e começa a girar, deixando o palete
virado para cima. Quando posicionado em cima do caminhão, abaixa a carga e com um tipo de
parede (grade de ferro) escora a carga. Em seguida vai retraindo os garfos e a carga não
volta, pois está escorada nesta parede.
Desta maneira deixa somente a carga no caminhão, sem o palete que volta suspenso junto
com o garfo.
Os paletes utilizados neste caso são especiais e somente usados na movimentação interna
do depósito / armazém.
Este sistema é mais utilizado e adequado para os casos de cargas em sacos ou outras
cargas que não tenham problema de virar o produto;
- Terceirização do controle dos paletes com a locação dos mesmos. Neste
caso, uma empresa é contratada para abastecer e controlar o fluxo dos paletes;
- Podem haver outras maneiras, conforme característica de cada negócio e produto.
Se não há controle por parte da empresa proprietária dos paletes, as transportadoras ou
os pontos de venda descartam os paletes ou vendem a qualquer preço para se livrar dos
mesmos, causando assim um prejuízo para o proprietário e ao meio ambiente, se tratados
como lixo.
Para ajudar na administração e controle dos paletes, existem formas de identificação
dos mesmos, para que não se misturem no mercado com os de outras empresas proprietárias.
As formas mais habituais são por numeração, cores e plaqueta de identificação.
No caso das plaquetas de identificação, geralmente por código de barras, permite o
controle e rastreamento do ativo retornável através de leitura óptica e consistência
na base de dados das empresas usuárias. Informações como histórico, localização e
ciclo de vida útil do ativo, são facilitadas através desta aplicação.
Além dos paletes, existem outras embalagens de ativos retornáveis que cumprem o mesmo
papel, como por exemplo : vasilhames, caixas, barris de cerveja, bujões de gás,
engradados, etc.
Como para paletes é comum haver uma manutenção dos mesmos, repondo
madeiras quebradas / lascadas e muitas vezes aproveitando-se as madeiras boas de um palete
em parte deteriorado para consertar outros, precisa haver um controle interno neste
processo, para que o palete tenha oficialmente sua vida útil encerrada e assim seja
baixado no controle central, inclusive e principalmente para efeito de inventário
físico.
julho/2006
Marcos Valle Verlangieri
Diretor da Vitrine Serviços de Informações S/C Ltda.,
empresa que criou e mantém o www.guiadelogistica.com.br
ou www.guialog.com.br
Esta página é parte integrante do www.guiadelogistica.com.br ou www.guialog.com.br .